Gaviões da Fiel
A Gaviões da Fiel foi a quarta escola de samba ao cruzar a avenida do Sambódromo do Anhembi na madrugada deste domingo (15), em São Paulo. “Vozes Ancestrais Para Um Novo Amanhã” foi o enredo escolhido pela agremiação para o Carnaval 2026.
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Com uma apresentação intensa, a escola exaltou os povos originários e reforçou a importância da preservação ambiental. O diferencial na abordagem do carnavalesco traz uma floresta que não é verde: é azul. A escolha de cores se justifica pela tradição do uso de cores da agremiação, que nunca utilizou a cor verde em seus desfiles.
Sabrina Sato desfilou à frente da bateria da Gaviões da Fiel no Carnaval de São Paulo 2026. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, foi destaque em um dos carros alegóricos da agremiação.
Com um desfile exuberante, a escola de samba representou a luta dos povos indígenas para proteger as florestas e como o homem branco contribuiu para a destruição do meio ambiente ao longo dos anos.
A apresentação da agremiação durou 1 hora e 3 minutos. Apesar do tempo apertado, a escola cruzou o portão no tempo esperado e não recebeu punições relacionadas à duração do desfile.
A Gaviões da Fiel passou a desfilar como escola de samba em 1989, após a torcida do Corinthians participar de desfiles de blocos de Carnaval de São Paulo.
Samba-enredo da Gaviões da Fiel
Yandê, Yandê, vai tremer a terra
Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra
Flecha que aponta novas direções
Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões
Yandê, Yandê, vai tremer a terra
Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra
Flecha que aponta novas direções
Tenho lado nessa luta, sou Gaviões
Yakoana
Me revela Xapiri
Um caminho a reluzir
Entre as matas um brilho de estrelas
Tudo parecia sonho
No leito risonho da mãe natureza
Onde o rio beijou o chão
Eu plantei uma nação
Que no amanhã renascerá
Pois Omama desenhou
Um dia, semente, no outro, a flor
Sou Tapajó, Cariri, Caeté
Um Potiguar, Tupi, Canindé
A voz da resistência, a lança ancestral
No peito do Brasil colonial (eu sou, eu sou)
Sou Tapajó, Cariri, Caeté
Um Potiguar, Tupi, Canindé
A voz da resistência, a lança ancestral
No peito do Brasil colonial
Xawara devora o sonho e a mata padece
Mas eu sou a voz que conhece
O segredo das nossas raízes
Encantar é luz pra vencer cicatrizes
Ó mãe hostil
Só uma vez, escute os filhos deste solo
A quem foi negado o teu colo
Pra ser Guajupiá de quem te ama
É hora de reflorestar o pensamento
Quem sabe o sonho volte como vento
O marco do futuro é Pindorama!
Yandê, Yandê, vai tremer a terra
Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra
Flecha que aponta novas direções
Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões
Yandê, Yandê, vai tremer a terra
Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra
Flecha que aponta novas direções
Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões
Yakoana
Me revela Xapiri
Um caminho a reluzir
Entre as matas um brilho de estrelas
Tudo parecia sonho
No leito risonho da mãe natureza
Onde o rio beijou o chão
Eu plantei uma nação
Que no amanhã renascerá
Pois Omama desenhou
Um dia, semente, no outro, a flor
Sou Tapajó, Cariri, Caeté
Um Potiguar, Tupi, Canindé
A voz da resistência, a lança ancestral
No peito do Brasil colonial (eu sou, eu sou)
Sou Tapajó, Cariri, Caeté
Um Potiguar, Tupi, Canindé
A voz da resistência, a lança ancestral
No peito do Brasil colonial
Xawara devora o sonho e a mata padece
Mas eu sou a voz que conhece
O segredo das nossas raízes
Encantar é luz pra vencer cicatrizes
Ó mãe hostil
Só uma vez, escute os filhos deste solo
A quem foi negado o teu colo
Pra ser Guajupiá de quem te ama
É hora de reflorestar o pensamento
Quem sabe o sonho volte como vento
O marco do futuro é Pindorama!
Yandê, Yandê, vai tremer a terra
Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra
Flecha que aponta novas direções
Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões
Yandê, Yandê, vai tremer a terra
Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra
Flecha que aponta novas direções
Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões
Yandê, Yandê, vai tremer a terra!
Horário dos desfiles deste sábado (14)
22h30: Império da Casa Verde;
23h35: Águia de Ouro;
0h40: Mocidade Alegre;
1h45: Gaviões da Fiel;
2h50: Estrela do Terceiro Milênio;
3h55: Tom Maior;
5h: Camisa Verde e Branco.









